“Chamados a servir aos nossos semelhantes no Espiritismo Cristão, em favor de nós mesmos, saibamos cultivar a liberdade de obedecer para o bem, aprendendo e ajudando sempre.” (Scheilla, por Francisco Cândido Xavier, em “Taça de Luz”)
Se Deus é soberano e Criador desde sempre, ao criar o Homem, por que razão não o fez perfeito poupando-o ao erro? Porque o ócio a que nos votaríamos iria afrouxar o sentido de responsabilidade, pois tudo estaria conquistado. Por outro lado, a disciplina, que garante a organização da obra criada por Deus, nunca seria trabalhada, pelo que a obra poderia perder o seu eixo. E é por isto que na Revista Espírita, março 1864, se lê: “Compreende-se que Deus não tenha criado os Espíritos perfeitos, mas se julgou a propósito submetê-los todos à lei do progresso (…)”.
O progresso faz-se vencendo os nossos obstáculos íntimos. Entre estes, o Evangelho Segundo o Espiritismo destaca o orgulho, como fonte de todos os males. O orgulho pode estar intimamente ligado à perda de saúde, pois, se este é um impedimento ao progresso espiritual é porque ofusca a lente do autoconhecimento. Ao não nos conhecermos não sabemos como promover o trânsito informativo entre os nossos universos consciente (que responde pelas nossas necessidades manifestadas pelo ego) e inconsciente (onde reside o nosso Self, casa da alma). Por outro lado, ao nos desconhecermos intimamente, a disciplina sobre os nossos pensamentos, emoções e comportamento fica mais intermitente. Sem disciplina, as tendências pretéritas emanadas pelas energias do inconsciente profundo vão mais fortemente influenciar o nosso presente e a nossa capacidade para dominar o orgulho diminui. Ou seja, ficamos mais sujeitos à repetição de erros.
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Scheilla escreveu assim sobre a Disciplina: ……………